Notas: Desculpem mesmo pela demora, começou as aulas e não tenho tempo mesmo de terminar, mais consegui, tomara que gostem, está sem criatividade, mais esta ai. :]
***
No dia seguinte, eu acordei num pulo, ainda deitada na cama com os olhos estreitos e olhando para o pôr do sol, me levantei tranqüilamente, e sentei na beira da cama pensando na Claire, é hoje, que ela vai me contar tudo (se é mesmo que ela vai aparecer) e esclarecer minhas dúvidas que não param de surgir na minha cabeça, sério, eu estou muito confusa, sabendo que eu tenho poderes sem saber usá-los, ou se eu não tenho, e nunca vou ter, por que isso é muito estranho; pra todos, poderes não existem, mais com as provas de Claire me flutuando, passando por paredes, ninguém vendo ela, apenas eu, etc. Eu tenho que acreditar.
Às vezes eu quero esquecer tudo isso, descartar da minha vida, e apenas entrar em meu mundo, que ninguém pode entrar. Estava refletindo sobre tudo isso, quando Lily começa a roncar no colchão de baixo (em um sono bem profundo) e atrapalha meus pensamentos. Não pude conter uma risada, por que vê-la roncando, é muito engraçado.
Paro de vê-la roncando, e levanto-me em direção ao banheiro para fazer minha higiene matinal. Pressiono a água gelada contra meu rosto, e olho pro espelho vendo as gotas pingarem e indo direto pro tapete roxo, de lã; pego uma toalha, e seco o meu rosto. Quando verifico meu rosto no espelho novamente, pra ver se tem uma espinha nascendo — e se estiver, direto pro meu creme — eu vejo a Claire atrás de mim, me encarando. Me viro rapidamente pra trás, e não a vejo. É sempre assim. Parece que a minha vida é um filme, que quando a Claire chegou apertou Play e começou a surgi dúvidas entre dúvidas.
Percorro os olhos em todos os ângulos do banheiro, vendo se ela está escondida, ou se deixou rastros, mais nada encontro. Quando me viro de novo, eu a avisto sentada na milagrosa pia — que Lily idolatra por achar classe A — dando um sorriso como se acabou de ganhar uma caixa de bombons. Fico olhando para ela, sem nada falar, as palavras não saiam algo me impedia, quando ela suspirou, olhou em meus olhos, tirou uma mecha de seu cabelo louro brilhante da franja e falou:
— Antes de tudo, feliz natal, idiota. — ela sorri. — bom, eu sei que você está ansiosa pra ver o que eu tenho a dizer e esclarecer suas dúvidas, mas você tem que ter paciência, por que não devo contar tudo aqui, tenho que contar em um lugar reservado, onde ninguém esteja, onde esteja apenas eu e você. Por que se não, o pessoal vai achar você mais louca e idiota do que já é, falando com o vento. — respira ela e continua: — então, como passou esses dias com seus "poderes" que um lado, insiste em acreditar, e outro, que de jeito nenhum deve acreditar? — desafia um olhar em mim.
— É... Mais aonde podemos ir? Para que você me conte tudo? — disse eu, conseguindo falar, depois de minhas palavras se soltaram, e ignorando a pergunta que ela fez a mim.
— Como sempre, ignorando as perguntas, isso é muito feio... — disse ela indo para o chão e dando meia volta. — bom, comenta algum lugar para nós irmos?
— Não sei... Mais talvez pudéssemos ir no... — ela me interrompe quando ia falar que a gente podia ir para o sótão da minha casa, que ninguém vai lá.
— Sótão? Por tanto que ninguém apareça lá, podemos ir.
Eu ainda estava olhando para ela, me perguntando como ela falou sótão antes mesmo de eu falar.
— Eu leio pensamentos, dã. — disse ela me olhando com cara “Eu sou uma contratante, tenho todo tipo de poderes, sua IDIOTA! — bom, vamos logo para o sótão. — completou-a estalando os dedos e sumindo.
O único lugar que ela poderia estar era o sótão, claro... Eu acho. Sai de fininho nas pontas do pé, para que Lily não acorde, ou se não me atrapalharia. Estava indo para o corredor, passei pela porta dos meus pais que estavam um pouco aberta, eles estavam dormindo, menos mal. Então continuei indo para o sótão. Quando cheguei, eu vi a Claire de olhos arregalados olhando para tanta sujeira que tinha ali, nos tetos de madeira, só tinha teias de aranhas, e poeiras, até cheguei a espirrar de tanto tempo que ninguém limpava lá, do lado esquerdo, tinha várias caixas de coisas velhas ensopados de pó, com alguns livros antigos — aqueles livros bem chato de ler — sujos e rasgados em cima, e do lado direito tinha apenas uma escrivaninha empoeirada e velha.
— Então, aqui é bem limpo... — disse ela colocando a mão na boca para não espirrar.
— É nunca mais ninguém veio aqui... Você não pode dar uma faxina com “seu poder”?
— Até dá, mais não estou aqui para ser sua empregada, então vamos logo ao ponto, e mergulhar nas suas dúvidas. — disse ela limpando a cadeira da escrivaninha e sentando-se.
— Então ta. – disse eu sentando no chão empoeirado, já que a madame se sentou na única cadeira do lugar. — como eu uso meus poderes? E quem vai me ensinar? Ou eu vou ter que aprender sozinha? — tinha muito mais perguntas.
— Opa, Opa, Opa! — exclamou Claire. — uma pergunta por vez, e olha lá.
Não sabia com qual começaria, então pensei na mais fácil, que eu queria tanto, era como usar os meus poderes. Então falei:
— Como eu uso os meus poderes? Ah, e seja especifica e clara, please.
— Usando? — zombou ela rindo, mais como viu minha expressão que não gostou da piada continuou: — bom, eu ainda não sei qual poder você pegou, é diferenciados para todos, mas, os poderes básicos são: Levitação, força, e alguns só alguns, recebem telepatia. – se acomodou mais na cadeira da escrivaninha e continuou vendo meu rosto ainda não entendendo quase nada. — e bom, o poder especial você vai descobrir conforme ao tempo. Entendeu? Ou você além de ser idiota é lerda para compreender?
— Ahm, eu ainda estou meio que confusa mais feliz por ter poderes, e tentando acreditar em você né. — minha voz soou rouca.
Eu já estava acostumada com os insultos de Claire, que nem ligava mais, apenas ignorava.
— Mais umas perguntas? Antes que eu avance para o nível dois. — sorriu ela.
Nível dois? Que diabos é nível dois? Isso não saia da minha cabeça, nem perguntei o que era apenas queria esclarecer minhas dúvidas como qualquer faria no meu lugar.
— Hm, quem vai me ensinar a usar os meus poderes? E pra que eu vou usar? Só por diversão, ou para lutar como nos filmes? — disse eu com os olhos brilhando torcendo para ela falar “Você vai lutar com seus poderes”. Meu sonho era lutar como nos filmes e ser a super heroína.
— Bom essa parte você pode ficar em choque, mais vai ser obrigada a ir. Se não retiramos seus poderes. – disse ela me olhando fixamente para ver se eu estava realmente prestando atenção, e claro que eu estava. Espera ai, obrigada a ir? Aonde? — vocês, que recebem poderes, ficam uns dias sem saber usá-los, depois vocês são encaminhados para a escola Secure Shell, que lá eles ensinam aos alunos tudo que precisam para controlar os poderes e saber usarem. E a escola é... Interna.
— O que? Escola interna? Vou deixar meus amigos, minha família, e tudo? — disse pasma.
— Ãn... Sim?
— Não! Não posso.
— Então, diga adeus a seus poderes. — disse ela levantando a mão.
— Não. — berrei. — eu quero muito meus poderes. — abaixei a cabeça. — ta, eu vou para a escola.
— Isso ai. — sorriu Claire. — vamos para o nível dois, agora.
— Nível dois? — disse eu querendo saber o que era nível dois e o que ela ia aprontar.
— Você pediu poder certo? — disse ela.
— Ah espera ai... Eu não me lembro de ter pedido poderes. E eu nem sei como pedir. — disse eu confusa muito confusa.
— Então, você vai ver agora o nível dois. — ela sorriu. — feche os olhos.
Fiz o que ela mandou e logo depois eu meio que dormi em pé e vi em minha mente:
Eu estava sentada na cama, lendo o meu livro que implorei pra minha mãe comprar; ele falava de poderes, eu estava tão entretida naquele livro que uma hora eu parei de ler e pensei "Poxa, bem que eu podia ter poder igual a ela; af se toca Louise, isso é um livro, burra.”
Quando a cena desapareceu da minha mente, a Claire suspirou e disse:
— Então, você pediu poderes certos? E já tem mais só que não sabe usá-los.
Não estava acreditando que por isso eu estou com poderes, agora nossos pensamentos não tem privacidade? Temos que controlar tudo o que pensamos agora? Tirando o fato de a Claire estar ouvindo meus pensamentos.
— Sim, mais quando um pensamento trata sobre "poderes" e ele for bem profundo realizamos. E o seu foi um. — disse ela mais calma e ainda não me insultando.
— E o que eu vou falar para meus pais? "Eu ganhei poderes, e agora, eu vou para a escola Secure Shell, que lá vão me ajudar a ensinar a usar meus poderes e a me controlar."? — disse confusa.
— Hello, poderes. — disse ela. — eu vou enfeitiçar seus pais e eles vão deixar você ir para a escola, pensando que a escola é uma escola normal como as outras.
— Que bizarro!
Sério, não estou acreditando nisso tudo, estou tentando "acreditar" na Claire do mal; até que ela está sendo boazinha comigo na parte das explicações, eu sinto que por trás disso tudo, ela é do bem e só se faz de má para chamar atenção.
Ela apenas ignorou meus pensamentos, olhou o tempo no relógio e falou:
— Bom, como hoje é natal, eu estou tentando ser boazinha com você; mais mudando de assunto e se concentrando nos poderes, mais alguma dúvida?
— Sim, várias. — ela me olha com aquela cara "Ah não, lá vem".
— Então prossiga, tenho uma reunião daqui a pouco. — disse ela se acomodando na cadeira.
— Que dia eu vou para “Secure Shell”?
— Você só vai ir para lá quando começarem as aulas, eu venho te buscar.
— Mais e meus estudos? Eu não quero ficar burra.
— Não se preocupe lá eles te dão uma poção que você meio que capta tudo de cada matéria.
— Sério? — disse com os olhos brilhantes.
— Claro que é sério idiota. — começou os insultos. — bom mais algumas perguntas?
— Sim... Eu vou poder vim visitar meus familiares? — disse.
— Sim, se quiser 3 vezes no mês.
— Hm, então acho que é só isso. E as outras perguntas você já explicou na metade de uma pergunta... E agora?
— Ainda bem... – disse ela sorrindo. — bom, agora vou ir, e uma coisa, e você sabe... — eu a interrompo.
— Não contar isso para ninguém e mesmo se eu contar vão me achar idiota. — completei.
— Leu meus pensamentos? — disse ela com os olhos arregalados.
— Eu já decorei você falando isso milhares de vezes para mim. — disse eu. — mais eu posso ler pensamentos?
— Os poderes que eu disse informam de ter esse poder? Não, então não vai ter. — sorriu ela. – Agora eu vou ir... Kiss. — disse ela estalando os dedos e desaparecendo.
Fiquei ali sozinha e ainda não acreditando em nada, tentei mover de novo a mão para a cadeira de Claire e com concentração conseguir fazer cair para trás. Nossa não acreditei, eu derrubei uma cadeira sem precisar tocar nela, agora sim posso dormir em paz. E tirando as dúvidas da minha cabeça. Levantei-me e fui direto a porta para sair de lá, e dou de cara com a Lily.
— Ah que susto peste. — disse eu.
— Ah te achei sua criatura, onde você estava? Em?
— Ahm, no sótão? Dã.
— Eu sei, mais o que estava fazendo aqui sozinha? Nessa poeira? — disse ela dando passagem para eu sair.
— Ah estava... Vendo se tava a minha bota aqui, não achei em nenhum lugar.
— E achou? — disse ela me olhando com uma olhar desconfiado.
— Sim, sim. — disse eu lembrando que eu sou péssima em mentir. — ah, não, não.
— Que tal ir dormir? Você está ainda de ressaca de ontem de ter tomando energético até dizer chega. — disse ela me mandando para o quarto.
— Não, eu estou bem... Pode confiar. — sorri.
Na mesa do café estávamos todos reunidos, só nós cinco, sim, a minha avó estava também. A mesa estava recheada de doces e salgado, do lado da Lily tinha um bolo de chocolate com cobertura de morango (o tradicional da minha avó), no lado da minha mãe tinha pães e torta de frango, do lado do meu pai tinha rosquinhas e nutella, do lado da minha avó tinha café e leite, e do meu lado, não tinha nada, só meu prato com duas rosquinhas recheados de nutella.
— Dormiram bem meninas? — disse minha mãe.
— Ahm, eu acho que sim... — tirando o fato de eu dormir sonhando esperando a Claire chegar logo.
— Dormi como uma pedra tia, Elisa. — sorriu Lily.
— Que ótimo, pois hoje vocês vão me ajudar na faxina, que tal?
— Ah não... — Lily me interrompe.
— Claro que sim, adoraríamos, mais só se eu colocar música do paramore no último volume... Sabe, eu me sinto mais firme para enfrentar sujeiras. — disse Lily que me olhou com uma cara “desculpa, mais hoje é natal e precisamos ajudar sua mãe”.
Não que eu não queira ajudar minha mãe, até ajudaria, mais quando eu arrumo a casa, eu provavelmente danço que nem louca junta com a Lily, e vai que eu ataco alguma coisa com os meus poderes? Vou ter que me controlar, apenas me controlar.
— Então quando acabarem vão arrumar o quarto e depois vão lavar o quintal. Isso seria um grande presente de natal para mim. — minha mãe sorriu.
— Claro mamãe. — sorri forçado.
Quando acabamos de tomar café e se entupirmos de rosquinhas com cobertura de chocolate, fomos arrumar o quarto. Eu estava dobrando os cobertores e Lily estava varrendo o chão e catando as latas de energéticos em toda a parte que a gente havia tomado de madrugada. Estava escuro o quarto, e eu nem abri a cortina para o sol bater entre o quarto, Lily estava mais perto da janela, então eu pedi-a abrir a cortina.
— Lily, pode abrir a cortina? Está escuro aqui. — disse eu apontando para a cortina, e sem querer, fez ela se abrir sozinha, apenas com os meus poderes. Lily se virou para mim de boca aberta.
— Nossa, que vento forte. — disse eu sem nem o que falar.
— Você viu? Não foi vento, ela se abriu sozinha, “sozinha”. — disse ela pasma.
— Ah isso não existe, foi o vento...
— Na-na-ni-na-não! Não foi porcaria de vento nenhum, olha o sol lá fora... Foram fantasmas do além que vieram nos buscar. — disse Lily agarrando a vassoura.
— Af, cala boca Lily, para de ser dramática. Não existem fantasmas... Pode até existir, mais é só com gente que mexe com espíritos, ou algo do tipo, e aqui ninguém mexe com isso, pelo que eu saiba. Foi só o vento, quer ver? — disse eu abrindo a janela mais um pouco do que estava e torcendo para ter vento, e logo um vento enorme passou entre meus cabelos, apenas sorri, virei e disse: — viu? Chorona.
— Opa, você não pode me tratar assim na ignorância, só eu posso. — disse Lily tacando um travesseiro em mim e rindo.
Depois que arrumamos o quarto, fomos lavar o quintal. A minha vontade era estar sozinha, e descobrindo ainda mais meus poderes, os poderes que estou usando até agora acho que era a levitação.
— Olha a sujeira nesse quintal. — disse Lily morrendo de preguiça.
— Você que se ofereceu, então vamos acabar logo com isso, você esfrega o chão e eu jogo água. — disse eu entregando ela uma bucha.
— O que? Eu esfrego e você na moleza ai jogando água? Assim que você trata as visitas? — disse ela com as mãos nos quadris.
— Por acaso você é visita? Você é totalmente uma moradora aqui. —sorri. — mais tudo bem, para sermos justo nós duas esfregamos. Vou lá pegar outra bucha.
Estava passando pelo corredor, e antes de pegar a bucha, dei uma passada no meu quarto, queria só ver se eu levitava alguma coisa antes de ir lavar o quintal. Concentrei-me e movi minha mão em direção a meu ursinho Milly; e eu o levitei. Meus olhos brilhavam ao ver que eu estava levitando alguma coisa... Como nos filmes. Movi minha mão para baixo e para cima, e ele acompanhando o meu ritimo.
— Louuuuuuuu, vem logo. — gritou Lily.
Direcionei minha mão para a cama onde ele estava e deixei-o lá, depois sai do quarto sorridente e fui pegar a bucha para limparmos o quintal. Estive pensando se eu poderia usar meus poderes para esfregar o chão sem eu precisar me agachar... Mais a Lily está aqui, então sem chances.
— De vez de a gente usar bucha, por que não usamos vassoura? Bem melhor.
— Por que a vassoura da minha mãe é nova. — disse. — e se ela vir à gente esfregando o chão com ela... — acrescentei. — ela nos mata.
— Af, que cúmulo. — disse Lily.
— Não vai ligar o som não?
— Ah sim, já ia me esquecendo, mais dessa vez vou por a minha banda e seu slipknot fica para próxima — piscou Lily feliz por dessa vez colocar a banda que ela mais ama.
Estávamos limpando o quintal que nem condenadas, e Lily cantando que nem louca. A gente jogava água uma na outra, água pra lá, água pra cá.... Logo depois Lily jogou um balde cheio de espuma e água na minha cabeça.
— Loca! — exclamei tirando as espumas de meu rosto e olhando para ela furiosa. Ela entende meu olhar, logo depois saiu correndo pelo corredor gritando “Me ajude, uma louca está atrás de mim” sem ao menos eu ter saído do lugar.
Ela olhou para trás, viu eu lá imóvel e começou a rir que nem uma psicopata. Até que a risada dela contagiou, e eu também comecei a rir...
Depois que limpamos todo o quintal, estávamos parecendo umas mendigas que acabaram de sair do rio tiete, fomos pela varanda para nos secarmos e não molhar dentro da casa.
— Que isso, vocês estão horríveis. — disse minha avó saindo da cozinha que dava saída a lavanderia, ela nos olhava em reprovação, mesmo minha avó sendo uma senhora de idade, ela era maníaca por limpeza, e até em pessoas ela reparava sujeiras, e ela vendo a gente naquele estado nos enxotou para o banho, uma em cada banheiro.
Depois do banho, Lily foi embora, na verdade, passamos o natal limpando a casa, e não aproveitando... Mais até que foi legal limpar o quintal com a Lily. Ela é uma ótima amiga. E até esqueci da Claire e dos meus poderes.
Fim do FlashBack *Emoção*
The door of soul - A porta da alma.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
três
Passaram-se dias depois que eu vi a Claire, e ela nunca mais apareceu, e eu, com as mesmas dúvidas de sempre; a minha ficha, ainda não caiu, eu estou tentando conviver com tudo o que aconteceu nesses últimos dias, e o que mais me aterrorisa, é que a Claire possa ser do mal, só querendo me enganar, mais eu apenas estou tentando confiar nela, e se tudo isso mesmo existe né? Por que eu ainda penso que tudo isso foi um sonho mal acordado.
Meu galo já estava abaixando, e hoje era véspera de natal. Todo natal a Família da Lily passa com a minha, nossas famílias já são bem íntimas e unidas.
— Ficou bem em mim, Lou? — disse Lily dando uma voltinha com sua bata branca que vai até a borda da sua saia balonê.
— Pode dá mais uma voltinha? Quero ver se a saia balonê fica bem em você, ou se eu devia usar. — disse eu rindo, mais dessa vez, eu não ia mais fazer o gesto com a mão, porque eu ainda tenho a impressão de que fui eu que deixei cair o vestido dela e a vez que eu voltei o refrigerante na cara do Phellipe.
— Haha, sua besta. — disse Lily dando mais uma voltinha. — não vai por sua roupa do natal não? — continuou ela.
— Agora não, eu to morrendo de preguiça. – disse eu me espreguiçando e caindo na cama.
— Nada disso, já está tudo pronto lá em baixo, pode se trocar agora, e seu cabelo? Você nem secou, sua desnaturada. — disse Lily abrindo meu guarda-roupa e procurando a minha roupa do natal.
— Você é minha mãe por acaso? — disse eu rindo e pegando a escova pra pentear meu cabelo.
— Digamos que sim. Essa é a roupa que você comprou pro natal? — disse Lily mostrando um vestido vermelho curto com cinto preto.
— É mais eu não gostei muito, foi a minha mãe que comprou, vou ter que usar né? — disse eu pegando o vestido e indo me trocar.
Estavam todos reunidos na sala de jantar para a ceia, que ia ser daqui a 10 minutos. Por que devemos esperar? Por que não podemos comer antes? A maioria nem respeita mais a tradição de comer só quando der meia noite, e por que só minha família quer respeitar? Eu estava morrendo de fome, por que minha mãe não me deixou beliscar nenhum espetinho de queijo que estava na mesa.
— Pai, corta logo esse cheester, faltam só 10 minutos. — disse eu implorando.
— Não filha, ai perde toda a graça do natal. — disse meu pai apertando minha bochecha.
— Que gra... — quando paro no meio da palavra “graça” eu avisto a Claire dando uma risada sádica e vindo em minha direção.
— Quer comer, Louise? Então coma. — disse Claire empurrando meu rosto no meu prato vazio.
Levantei a cabeça do prato morrendo de raiva, e me perguntando por que ela fez aquilo, ah claro, por que ela é totalmente do mal, agora sem dúvidas, ela é uma malvada que só quer deixa um monte de interrogações na minha cara; olhei para ela, e ela estava deitada no sofá rindo e zombando da minha cara, eu não me controlei e sai correndo voando no pescoço dela puxando o cabelo dela e gritando histericamente “Sua idiota... maldita, você me paga, você pensa que é quem em? Sua criança...”
Quando percebo que estava batendo no vento, eu abro o olho, e não a vejo. Então, quando eu me dou conta do que tinha feito, eu olhei para mesa e todos estavam de boquiaberta olhando para mim com um interrogação na testa. Tanto que a Lily estava com o copo em direção a boca para beber, mais não bebeu ficou lá imóvel olhando pra mim. Então eu me levantei, arrumei meu cabelo e disse:
— Calma... Eu apenas estava... Atuando, é atuando. — disse eu tentando disfarçar. — quando começar as aulas eu vou fazer teatro, então tenho que estar treinada, vocês não acham? — sentei na cadeira.
— Você atua muito bem então. — disse Lily tentando conter os risos.
— Então tá, você me deu um susto, já ia te internar. — disse meu pai olhando pro relógio. — falta 3 minuto pra cortamos o cheester!
Apenas fiquei quieta e deixando rolar pra fingir que nada disso aconteceu, mais sentia que ainda me olhavam, então olhei para todos e eles estavam me olhando sério, acho que eles não entenderam, então tinha que contornar e disse:
— Vocês não sabem qual o significado da palavra “atuar”? Só estava atuando, nada de mais. — disse eu com tom de ironia.
— Ah, só estou chocada, por que atuar logo no natal é meio estranho não acha filha? E ainda enfiou a cara no prato. — disse minha mãe.
Olhei pro resto e todos concordaram com a cabeça.
— Poxa, foi espontâneo, já que não cortam logo essa merda de cheester, eu fui atuar o que tem? Agora parem de olhar pra mim, e olhem pro cheester.
E todos ficaram com uma cara torta, e pararam de me olhar e continuaram conversando.
Então depois de ter passado o clima tenso o relógio do meu pai apita dizendo que é meia a noite. E Lily levantou gritando:
— Cheester ai vou eu! — quando ela se da conta que só ela levantou continuou: – calma, estava só “atuando” horas.
Depois que desejamos feliz natal a todos, e comemos o cheester, eu já estava com a barriga cheia e fui para o quintal refletir sobre a “Claire” por que ela fez aquilo? Por que ela não vem falar comigo logo, por que ela não vem esclarecer minhas dúvidas? Logo em seguida a Lily sentou ao meu lado e disse:
— Você esta estranha, aposto que não estava atuando... O que ta acontecendo? Pode contar aqui pra sua “melhor amiga” vai desabafa. — sorriu ela.
— Eu queria tanto contar mais não posso. — rolou uma lágrima em meu rosto mais em seguida eu a limpei para que ela não percebesse.
— Não disfarça, eu sei que você estava chorando. — disse Lily me abraçando.
Fiquei chorando no ombro da Lily como uma criança que acabou de perder um brinquedo favorito, e ela só me consolava sem saber o motivo e passando lencinhos pra mim, eu estava chorando por ódio e raiva da Claire, se eu tenho “poderes” (se é que eu tenho mesmo, está sendo muito dificil absorver isso na minha cabeça e acreditar) e não sei usar, porque ela não vem falar comigo e me esclarecer tudo? É tão difícil assim?
— Bom, agora me conte, vai, por que está assim. E sem mentir.
Eu não poderia falar “Eu acho que tenho poderes e não sei usar, e minha contratante só está me assombrando e piorando as coisas, e ainda, eu acho que tudo isso é um sonho, ou melhor, um pesadelo.” eu devia inventar alguma coisa, e falei:
— Ah... É que, eu estou emocionada com o natal, eu parei pra pensar... Que fui uma péssima... Filha para meus pais.
— Não vem, que eu sei que não é isso mocinha, eu sei quando você está mentindo, sempre gagueja tentando inventar alguma coisa.
— Óh, sério? Mais se não quiser acreditar não acredite, eu não estou... Mentindo. — disse eu.
— Louise! — exclamou Lily.
— Que tal irmos abrir os presentes? Olha minha mãe nos chamando. — disse eu mudando de assunto e indo pra sala onde todos estavam.
— Você ainda vai me contar, não vou deixar passar. — disse a Lily dando uma piscadinha com aquela cara de má que ela só fica quando está irritada com o Phellipe ou quando escondem algo dela.
— Então tá, não vai conseguir tirar cada palavra da minha boca, Emily. — disse eu rindo e sentando no sofá pra abrirmos os "presentes".
Na hora dos presentes eu peguei o meu, era uma caixa minúscula, com um laço prateado. Quando eu ia abrir, meu pai disse:
— Abra com amor, filha. — ele sorriu.
Eu dei um sorriso e desamarrei o laço e o abri. Logo abri um sorriso enorme na boca e o abracei. Era uma chave de um carro, eu sempre vivia pedindo pra ele me dar um carro logo.
— Seu carro vai chegar daqui uma semana, essa é só uma chave falsa pra não falar que não te dei nada. — disse meu pai.
— Ah, pai, não sabe o quanto estou feliz. — disse eu sorrindo, e observando a chave. — qual carro é?
— Surpresa, na hora você vai ver.
— Ah sacanagem, vai fala.
— Jamais, só na hora. — disse meu pai se levantando com um copo de whisky e indo conversar com os "velhos" na mesa.
Depois me virei para a Lily para ver o que ela ganhou.
— Eu ganhei um carro, agora, não vai mais se exibir com sua Mercedes. — mostrei a língua. — o que você ganhou?
— Eu nunca me exibi, nem vem. — disse ela. — eu não ganhei nada, nem achei meu presente na árvore. Deve ser algo que não coube na árvore.
— Ah então se for uma coisa importante, e boa, vai dividir comigo O.K? — disse eu.
— Depende do que vai ser, e também você não merece, não quer me contar "aquilo".
— Então, eu ganhei um carro, e meu pai falou que daqui a uma semana vou poder ver ele, e eu não sei qual marca é. — disse eu tentando mudar de assunto.
— Louise, nem venha tentando mudar de assunto. Fique esperta, vou descobrir. — disse ela fazendo olhar com os dedos.
— Uhh, estou morrendo de medo. — disse eu balançando os dedos.
— Lily, filha, eu já ia me esquecendo, aqui o seu presente. — disse a mãe de Lily dando uma caixinha para ela.
Lily pegou a caixinha e a abriu, quando ela abriu ficou de boquiaberta e encheu a mãe dela de beijinhos.
— O que você ganhou Lily? — disse eu curiosa.
— Advinha?
— Uma jóia? Um carro novo? Um teclado novo?
— Nenhuma das opções, eu ganhei um apartamento. — disse Lily berrando no "apartamento" e começando a gritar igual uma patricinha.
E eu comecei a gritar junto com ela.
Não acredito que a Lily ganhou um apartamento, ela vai morar sozinha, como todos os jovens sonha, mais como ela vai morar sozinha em um apartamento? Com apenas 16 anos? Ah, mais ela vai fazer 17 anos em janeiro, então, acho que não vai ser problema.
Depois que todos abriram os presentes e comemoramos o natal, a família da Lily foi embora, só a Lily que ia dormir em casa, como de costume. Estávamos deitadas na cama olhando para o teto até que eu quebro o silêncio e falo:
— Então, o apartamento que sua mãe comprou pra você, você vai morar sozinha lá né?
— Ainda não sei, mais ela disse que como vou fazer 17 anos mês que vem, ela já quis comprar logo um apartamento. — disse ela se levantando e ficando de pé na cama. — e você pode ir morar comigo. — disse ela pulando na cama por vontade própria.
— Ahhh, claro que eu vou. — disse me levantando para pular junto com ela quando eu vejo a Claire sentada na beira da cama observando a Lily pulando que nem uma criança feliz só por que a minha cama tem molas.
Quando a Claire me vê imóvel com olhos arregalados, ela disse:
— Sabe aquele surto que você deu? Eu não senti nada, apenas nada.
— Dane-se não perguntei, agora, por favor, esclarece as minhas dúvidas?
— Uau, ta aprendendo a ser ignorante comigo é? — disse Claire rindo.
A Lily parou de pular e me olhou com cara de “Falou comigo?” e disse:
— Tem um amigo imaginário é? – disse ela morrendo de rir e se jogando na cama.
— Não, eu estava apenas "atuando". — disse eu ainda olhando para Claire que vai andando pro banheiro.
— Qual é você odeia atuar, é tudo mentira... O que esta acontecendo? Você vê fantasmas?. – disse Lily ainda rindo. — e aquela hora que você se jogou no sofá era pra enforcar algum “amigo imaginário”?
— Para de ser idiota, Lily. — disse eu dando um tapa na testa dela. — eu tenho um segredo, um segredo valioso, e esse segredo não conto pra ninguém, só pro meu amigo “imaginário” como você disse. — completei.
— Ah, então não vai contar pra sua best friend forever, não? — disse Lily com braços cruzados, e indo ligar o computador.
— Não, desculpa mesmo, mais um dia, UM DIA, eu conto. — disse eu indo em direção a porta. — vou ao banheiro, preciso escovar minhas pérolas. — disse apontando para meus dentes com um sorriso forçado.
Quando abri a porta vi a Claire deitada na banheira sem água.
— Olá, Louise.
— Hello, Claire. – disse eu olhando diretamente nos olhos azuis dela. – Quer tomar banho, é? — olhei pra ela, dei um sorriso e liguei o chuveiro com água gelada, muito gelada.
— Meu, você é muito burra. — disse ela se levantando e saindo sequinha da banheira. — eu sou "poderosa" nada me ataca.
— Grrr! — disse. — então tá, chega disso, agora vai me explique, me conte, me esclareça, fala que você é do mal e só quer me aterrorisar, me conte apenas, tudo.
— Agora não, que tal amanhã? Durma bem, pobre mortal.
Continuação do FlashBack no próximo capítulo.
Meu galo já estava abaixando, e hoje era véspera de natal. Todo natal a Família da Lily passa com a minha, nossas famílias já são bem íntimas e unidas.
— Ficou bem em mim, Lou? — disse Lily dando uma voltinha com sua bata branca que vai até a borda da sua saia balonê.
— Pode dá mais uma voltinha? Quero ver se a saia balonê fica bem em você, ou se eu devia usar. — disse eu rindo, mais dessa vez, eu não ia mais fazer o gesto com a mão, porque eu ainda tenho a impressão de que fui eu que deixei cair o vestido dela e a vez que eu voltei o refrigerante na cara do Phellipe.
— Haha, sua besta. — disse Lily dando mais uma voltinha. — não vai por sua roupa do natal não? — continuou ela.
— Agora não, eu to morrendo de preguiça. – disse eu me espreguiçando e caindo na cama.
— Nada disso, já está tudo pronto lá em baixo, pode se trocar agora, e seu cabelo? Você nem secou, sua desnaturada. — disse Lily abrindo meu guarda-roupa e procurando a minha roupa do natal.
— Você é minha mãe por acaso? — disse eu rindo e pegando a escova pra pentear meu cabelo.
— Digamos que sim. Essa é a roupa que você comprou pro natal? — disse Lily mostrando um vestido vermelho curto com cinto preto.
— É mais eu não gostei muito, foi a minha mãe que comprou, vou ter que usar né? — disse eu pegando o vestido e indo me trocar.
Estavam todos reunidos na sala de jantar para a ceia, que ia ser daqui a 10 minutos. Por que devemos esperar? Por que não podemos comer antes? A maioria nem respeita mais a tradição de comer só quando der meia noite, e por que só minha família quer respeitar? Eu estava morrendo de fome, por que minha mãe não me deixou beliscar nenhum espetinho de queijo que estava na mesa.
— Pai, corta logo esse cheester, faltam só 10 minutos. — disse eu implorando.
— Não filha, ai perde toda a graça do natal. — disse meu pai apertando minha bochecha.
— Que gra... — quando paro no meio da palavra “graça” eu avisto a Claire dando uma risada sádica e vindo em minha direção.
— Quer comer, Louise? Então coma. — disse Claire empurrando meu rosto no meu prato vazio.
Levantei a cabeça do prato morrendo de raiva, e me perguntando por que ela fez aquilo, ah claro, por que ela é totalmente do mal, agora sem dúvidas, ela é uma malvada que só quer deixa um monte de interrogações na minha cara; olhei para ela, e ela estava deitada no sofá rindo e zombando da minha cara, eu não me controlei e sai correndo voando no pescoço dela puxando o cabelo dela e gritando histericamente “Sua idiota... maldita, você me paga, você pensa que é quem em? Sua criança...”
Quando percebo que estava batendo no vento, eu abro o olho, e não a vejo. Então, quando eu me dou conta do que tinha feito, eu olhei para mesa e todos estavam de boquiaberta olhando para mim com um interrogação na testa. Tanto que a Lily estava com o copo em direção a boca para beber, mais não bebeu ficou lá imóvel olhando pra mim. Então eu me levantei, arrumei meu cabelo e disse:
— Calma... Eu apenas estava... Atuando, é atuando. — disse eu tentando disfarçar. — quando começar as aulas eu vou fazer teatro, então tenho que estar treinada, vocês não acham? — sentei na cadeira.
— Você atua muito bem então. — disse Lily tentando conter os risos.
— Então tá, você me deu um susto, já ia te internar. — disse meu pai olhando pro relógio. — falta 3 minuto pra cortamos o cheester!
Apenas fiquei quieta e deixando rolar pra fingir que nada disso aconteceu, mais sentia que ainda me olhavam, então olhei para todos e eles estavam me olhando sério, acho que eles não entenderam, então tinha que contornar e disse:
— Vocês não sabem qual o significado da palavra “atuar”? Só estava atuando, nada de mais. — disse eu com tom de ironia.
— Ah, só estou chocada, por que atuar logo no natal é meio estranho não acha filha? E ainda enfiou a cara no prato. — disse minha mãe.
Olhei pro resto e todos concordaram com a cabeça.
— Poxa, foi espontâneo, já que não cortam logo essa merda de cheester, eu fui atuar o que tem? Agora parem de olhar pra mim, e olhem pro cheester.
E todos ficaram com uma cara torta, e pararam de me olhar e continuaram conversando.
Então depois de ter passado o clima tenso o relógio do meu pai apita dizendo que é meia a noite. E Lily levantou gritando:
— Cheester ai vou eu! — quando ela se da conta que só ela levantou continuou: – calma, estava só “atuando” horas.
Depois que desejamos feliz natal a todos, e comemos o cheester, eu já estava com a barriga cheia e fui para o quintal refletir sobre a “Claire” por que ela fez aquilo? Por que ela não vem falar comigo logo, por que ela não vem esclarecer minhas dúvidas? Logo em seguida a Lily sentou ao meu lado e disse:
— Você esta estranha, aposto que não estava atuando... O que ta acontecendo? Pode contar aqui pra sua “melhor amiga” vai desabafa. — sorriu ela.
— Eu queria tanto contar mais não posso. — rolou uma lágrima em meu rosto mais em seguida eu a limpei para que ela não percebesse.
— Não disfarça, eu sei que você estava chorando. — disse Lily me abraçando.
Fiquei chorando no ombro da Lily como uma criança que acabou de perder um brinquedo favorito, e ela só me consolava sem saber o motivo e passando lencinhos pra mim, eu estava chorando por ódio e raiva da Claire, se eu tenho “poderes” (se é que eu tenho mesmo, está sendo muito dificil absorver isso na minha cabeça e acreditar) e não sei usar, porque ela não vem falar comigo e me esclarecer tudo? É tão difícil assim?
— Bom, agora me conte, vai, por que está assim. E sem mentir.
Eu não poderia falar “Eu acho que tenho poderes e não sei usar, e minha contratante só está me assombrando e piorando as coisas, e ainda, eu acho que tudo isso é um sonho, ou melhor, um pesadelo.” eu devia inventar alguma coisa, e falei:
— Ah... É que, eu estou emocionada com o natal, eu parei pra pensar... Que fui uma péssima... Filha para meus pais.
— Não vem, que eu sei que não é isso mocinha, eu sei quando você está mentindo, sempre gagueja tentando inventar alguma coisa.
— Óh, sério? Mais se não quiser acreditar não acredite, eu não estou... Mentindo. — disse eu.
— Louise! — exclamou Lily.
— Que tal irmos abrir os presentes? Olha minha mãe nos chamando. — disse eu mudando de assunto e indo pra sala onde todos estavam.
— Você ainda vai me contar, não vou deixar passar. — disse a Lily dando uma piscadinha com aquela cara de má que ela só fica quando está irritada com o Phellipe ou quando escondem algo dela.
— Então tá, não vai conseguir tirar cada palavra da minha boca, Emily. — disse eu rindo e sentando no sofá pra abrirmos os "presentes".
Na hora dos presentes eu peguei o meu, era uma caixa minúscula, com um laço prateado. Quando eu ia abrir, meu pai disse:
— Abra com amor, filha. — ele sorriu.
Eu dei um sorriso e desamarrei o laço e o abri. Logo abri um sorriso enorme na boca e o abracei. Era uma chave de um carro, eu sempre vivia pedindo pra ele me dar um carro logo.
— Seu carro vai chegar daqui uma semana, essa é só uma chave falsa pra não falar que não te dei nada. — disse meu pai.
— Ah, pai, não sabe o quanto estou feliz. — disse eu sorrindo, e observando a chave. — qual carro é?
— Surpresa, na hora você vai ver.
— Ah sacanagem, vai fala.
— Jamais, só na hora. — disse meu pai se levantando com um copo de whisky e indo conversar com os "velhos" na mesa.
Depois me virei para a Lily para ver o que ela ganhou.
— Eu ganhei um carro, agora, não vai mais se exibir com sua Mercedes. — mostrei a língua. — o que você ganhou?
— Eu nunca me exibi, nem vem. — disse ela. — eu não ganhei nada, nem achei meu presente na árvore. Deve ser algo que não coube na árvore.
— Ah então se for uma coisa importante, e boa, vai dividir comigo O.K? — disse eu.
— Depende do que vai ser, e também você não merece, não quer me contar "aquilo".
— Então, eu ganhei um carro, e meu pai falou que daqui a uma semana vou poder ver ele, e eu não sei qual marca é. — disse eu tentando mudar de assunto.
— Louise, nem venha tentando mudar de assunto. Fique esperta, vou descobrir. — disse ela fazendo olhar com os dedos.
— Uhh, estou morrendo de medo. — disse eu balançando os dedos.
— Lily, filha, eu já ia me esquecendo, aqui o seu presente. — disse a mãe de Lily dando uma caixinha para ela.
Lily pegou a caixinha e a abriu, quando ela abriu ficou de boquiaberta e encheu a mãe dela de beijinhos.
— O que você ganhou Lily? — disse eu curiosa.
— Advinha?
— Uma jóia? Um carro novo? Um teclado novo?
— Nenhuma das opções, eu ganhei um apartamento. — disse Lily berrando no "apartamento" e começando a gritar igual uma patricinha.
E eu comecei a gritar junto com ela.
Não acredito que a Lily ganhou um apartamento, ela vai morar sozinha, como todos os jovens sonha, mais como ela vai morar sozinha em um apartamento? Com apenas 16 anos? Ah, mais ela vai fazer 17 anos em janeiro, então, acho que não vai ser problema.
Depois que todos abriram os presentes e comemoramos o natal, a família da Lily foi embora, só a Lily que ia dormir em casa, como de costume. Estávamos deitadas na cama olhando para o teto até que eu quebro o silêncio e falo:
— Então, o apartamento que sua mãe comprou pra você, você vai morar sozinha lá né?
— Ainda não sei, mais ela disse que como vou fazer 17 anos mês que vem, ela já quis comprar logo um apartamento. — disse ela se levantando e ficando de pé na cama. — e você pode ir morar comigo. — disse ela pulando na cama por vontade própria.
— Ahhh, claro que eu vou. — disse me levantando para pular junto com ela quando eu vejo a Claire sentada na beira da cama observando a Lily pulando que nem uma criança feliz só por que a minha cama tem molas.
Quando a Claire me vê imóvel com olhos arregalados, ela disse:
— Sabe aquele surto que você deu? Eu não senti nada, apenas nada.
— Dane-se não perguntei, agora, por favor, esclarece as minhas dúvidas?
— Uau, ta aprendendo a ser ignorante comigo é? — disse Claire rindo.
A Lily parou de pular e me olhou com cara de “Falou comigo?” e disse:
— Tem um amigo imaginário é? – disse ela morrendo de rir e se jogando na cama.
— Não, eu estava apenas "atuando". — disse eu ainda olhando para Claire que vai andando pro banheiro.
— Qual é você odeia atuar, é tudo mentira... O que esta acontecendo? Você vê fantasmas?. – disse Lily ainda rindo. — e aquela hora que você se jogou no sofá era pra enforcar algum “amigo imaginário”?
— Para de ser idiota, Lily. — disse eu dando um tapa na testa dela. — eu tenho um segredo, um segredo valioso, e esse segredo não conto pra ninguém, só pro meu amigo “imaginário” como você disse. — completei.
— Ah, então não vai contar pra sua best friend forever, não? — disse Lily com braços cruzados, e indo ligar o computador.
— Não, desculpa mesmo, mais um dia, UM DIA, eu conto. — disse eu indo em direção a porta. — vou ao banheiro, preciso escovar minhas pérolas. — disse apontando para meus dentes com um sorriso forçado.
Quando abri a porta vi a Claire deitada na banheira sem água.
— Olá, Louise.
— Hello, Claire. – disse eu olhando diretamente nos olhos azuis dela. – Quer tomar banho, é? — olhei pra ela, dei um sorriso e liguei o chuveiro com água gelada, muito gelada.
— Meu, você é muito burra. — disse ela se levantando e saindo sequinha da banheira. — eu sou "poderosa" nada me ataca.
— Grrr! — disse. — então tá, chega disso, agora vai me explique, me conte, me esclareça, fala que você é do mal e só quer me aterrorisar, me conte apenas, tudo.
— Agora não, que tal amanhã? Durma bem, pobre mortal.
Continuação do FlashBack no próximo capítulo.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
dois
Quando acordei minha visão estava embaçada, e eu estava caída no
chão com a Lily me chacoalhando pelos ombros dizendo:
— Ô criatura, você ''tá legal''?
— Claire... — balbuciei.
— Claire? O que foi, bateu forte de mais com a cabeça na pia?
Olha, fez até um galo! Sua desnaturada; a pressão caiu?
— Menina, você não sabe o que aconte...ceu. Ah, é, sim, eu
desmaiei. — disse depois de me ligar que Claire pediu segredo.
— Ah, sei. Vamos por um gelo nesse galo. Vou chamar sua mãe pra
ela ver se precisa te levar ao hospital.
— Não! Não conta pra minha mãe. — gritei.
— Mas ela precisa saber.
— Emily Dale Catherine, se você contar você está morta pra mim! — exclamei com a mão no galo da minha testa
— Ah, O.K! Vou lá pegar uma bolsa com gelo escondida. E você... — disse ela me levantando — vai ficar deitadinha aqui na cama. — me levou até o
quarto e me jogou na cama.
Quando ela saiu do quarto fiquei pensando se aquilo tudo foi real.
"Claire disse que eu ia ter poderes." pensei eu, depois fiquei
balançando as mãos no ar pensando que alguma coisa ia sair voando... E, bom eu não
consegui.
Bem na hora, a Emily chegou e ficou parada na porta me olhando
como se eu fosse retardada, depois disse:
— Definitivamente a pancada foi muito forte!
— Ahm... acho que sim. Dá aí o gelo! — disse eu estendendo a mão — que dia é hoje?
— Até o dia não sabe, é domingo.
Depois de muito tempo num silêncio mórbido, ela começou a fazer um
barulho irritante com a língua.
— Para com isso! — bradei jogando a bolsa de gelo na cara dela.
— Com isso o que? — disse continuando a fazer o mesmo barulho.
— Você é uma chata. — disse eu pegando a bolsa de gelo do colo
dela e pondo de novo na testa
— Chata é você que me fez ficar agora aqui com você, morrendo de
tédio, num pleno domingo! Sem contar que você me fez perder o boliche e
pagarmos um mico enorme!
— Poxa, desculpa aí, madame. Mas não to te obrigando a ficar aqui,
vai pra sua casa, vai.
— Como eu sou uma boa amiga, não vou atender ao seu pedido. Que tal
irmos ao shopping pra comprar as roupas para o Ano Novo e o Natal?
— Eu não, com esse galo roxo e enorme?!
— Então ta, vou continuar com meu barulhinho divertido. — disse
ela continuando aquele barulho chato
— Cala a boca!! — disse eu pulando nela e tampando a boca dela com
a mão. Mas tive que solta-la porque ela começou a me morder
— Olha, você pode tampar com a franja ou com uma boina. Põe uma
touca, esta frio mesmo!
— Hã? — disse eu confusa.
— O galo, sua anta! Põe aquela sua touca de lã... Sei lá; só sei
que se você ficar aqui vai criar cogumelos e fungos no topo da cabeça por puro tédio! — exclama ela, me jogando pro outro lado da cama, se libertando de mim.
Levantei-me e fiquei olhando para aquele galo horroroso no espelho.
Experimentei vários chapéus e não gostei de nenhum, então mudei a minha franja
de lado e ela o tampou.
Fomos para o shopping como a Emily queria, no caminho ela ficou
gritando uma musica muito doida que eu não entendia nada, provavelmente um dos
heavy metals que ela tanto gosta...
Entramos numa loja de vestidos, a Emily estava provando um
branquinho com saia tule. Ela saiu do provador e deu uma voltinha perguntando
minha opinião, eu pedi mais uma voltinha com um gesto, balançando o dedo; e o
vestido dela caiu, ela ficou de lingerie na frente de todas as outras mulheres
da loja!! Ela ficou gritando histericamente e saiu correndo se escondendo
atrás da cortina do provador.
— Ah, Lu, me dá o vestido! M*rda, m*rda, m*rda! — disse ela
raivosa.
Eu não me agüentava de rir, eu, literalmente, caí da cadeira de
tanto rir. Mas logo a vendedora chegou e a deu o vestido e disse:
— Acho que essa esta grande de mais. Quer o tamanho P?
— Tava perfeito! Justinho!
— A gravidade é coisa de louco, é o que sempre diz, não é? — disse
eu com uma voz fininha de tanto rir.
Emily, pois o vestido de novo, na esperança de não ter emagrecido
outra vez, e saiu do provador dizendo:
— Viu. Justinho.
— É, acho que a senhorita não tinha prendido o fecho direito. — disse a vendedora.
— Ta uma gatinha. — disse eu fazendo O.K com os dedos.
— Valeu. — disse Emily se aproximando e dando um peteleco no meu
galo ainda dolorido.
Eu me segurei pra não gritar e ela entrou no provador de volta
rebolando e dizendo "Vou levar este".
Logo depois que ela pagou o vestido, fomos para uma loja que na
vitrine tinha A saia de cintura alta cinza que eu tanto queria, eu experimentei
a saia e comprei-a junto com uma blusa branca super linda. Depois que compramos
tudo fomos para o Mc Donald's estávamos morrendo de fome, lá encontramos o
Phellipe, o nosso melhor amigo, junto com uma criancinha. Lily não podia perder
essa, começou a tirar sarro dele dizendo:
— Uh, ta de babá hoje?
— Ah, você por aqui, Louise? — disse ele ignorando a Lily.
— Me ignorar é uma coisa muito feia, papai. — disse Lily dando um
tapinha na cabeça de Phellipe.
— Dá pra pararem? — disse eu sentando-se à mesa junto com o
lanche. — então o que está fazendo aqui com esse baby?
— Lily tem razão, eu estou servindo de babá, cuidando do meu
primo.
— Uh, ganhei a aposta. — disse Lily rebolando e sentando-se à mesa
junto com o seu Mc Lanche Feliz.
— Vocês apostaram?! — disse Phellipe com cara de deboche.
— Claro que não seu tosco. — disse eu molhando a batata no
ketchup.
— Mas poderia. — disse Lily pegando a batata da minha mão e
comendo-a.
— Minha batata. — disse eu pulando em cima da Lily — Me devolve!!
— Vocês duas parecem dois sarnentos brigando por um pedaço de
carne. — disse Phellipe tampando os olhos do primo dele.
— Ta chega, eu dou uma das minhas batatas, não precisa pegar a que
está na minha boca, sua nojenta. — disse Lily arrumando o cabelo.
— Eu quero duas, por ter roubado minha batata. — disse eu piscando.
Logo depois Phellipe pegou o canudinho e esguichou um pouco de
refrigerante em mim, mas eu tampei o rosto e o refrigerante voltou e esguichou
na cara dele mesmo. Emily começou a rir histericamente e todos que lá estavam
ficaram olhando para nós.
— O feitiço virou contra o feiticeiro. Porque ele é um idiota. — disse Lily jogando um pedaço de batata na cara dele.
— Que desperdício de batata! — disse eu ainda rindo por causa do
acontecimento.
Depois que comemos, fomos para a casa do Phellipe jogar Nintendo
Wii, no caminho, deixamos o primo dele na própria casa, com os seus pais.
Chegamos à casa do Phellipe, Lily entrou como se a casa fosse dela e se
esparramou no sofá largando as compras no chão.
— Ei, folgada. — disse Phellipe.
— Cala boca, e me traz um suco. — disse Lily esticando o braço.
— Para de ser folgada Lily, deixa o coitado, você infernizou ele a
semana toda! — exclamei.
— Mais ele não é nosso criado? — disse Lily morrendo de rir. — é
brincadeira tá? — depois de dizer isso Lily subiu nas costas dele batendo no
bumbum dele e apontando para a cozinha dizendo: — Ya-yo Silver!
Depois que consegui tirar a Lily das costas do Phellipe
fomos jogar boliche no Nintendo Wii.
— Eu sou a primeira. — disse Lily pegando o controle.
Quando Lily foi se movimentar para jogar a bola ela bateu com tudo
na barriga do Phellipe e claro ele colocou a mão na barriga de dor e disse:
— Sua má. —disse se contorcendo todo.
— Não se pode ficar atrás dos outros enquanto se joga doçura. — disse Lily tentando ser calma.
Logo depois que jogamos decidi ir embora, estava cansada, e meu
galo também. Cheguei a casa, me joguei na cama, estava com preguiça de ir
tomar um belo banho, mais meu corpo meu obrigou a ir. Depois do banho, eu
coloquei meu pijama com pegadas de cachorro e fui dormir. Quando eu viro pro
lado, me deparo com a Claire na janela, parecendo um espírito do mal me encarando,
eu dei um berro de medo e me joguei da cama, quando olhei de novo pra janela
ela não estava mais lá. Então eu comecei a pensar; se ela apareceu pra mim,
aquilo tudo foi real, ou só foi minha imaginação fértil. Me cobri e dormi de
baixo das cobertas com medo dela aparecer de novo.
Continuação do Flashback no próximo capitulo.
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